Case
Credence
Uma experiência para tornar a operação de crédito mais clara, rastreável e acionável.
Estruturei a experiência de uma operação B2B que conecta solicitação de crédito, análise, pendências e gestão da carteira em um único fluxo.
01Contexto
O crédito era só uma parte do problema.
O projeto começou com uma nova possibilidade de venda através do boleto financiado.
Mas, ao entender a operação, percebi que a experiência não terminava na solicitação.
Depois do envio ainda existiam análise externa, documentação, diferentes estados, exceções, correções e acompanhamento do limite.

02Discovery
O maior problema aparecia depois do envio.
Ao mapear o fluxo, identifiquei três pontos que concentravam grande parte da complexidade:
- 01Falta de visibilidade sobre o que estava acontecendo com cada análise.
- 02Pendências que interrompiam o processo sem deixar claro como continuar.
- 03Informações de crédito espalhadas entre diferentes momentos da operação.
Isso mudou minha forma de enxergar o produto.
Não era apenas um fluxo para solicitar crédito. Era uma ferramenta para acompanhar e conduzir decisões ao longo de todo o ciclo.

03Priorização
Primeiro, resolvi o que poderia interromper a operação.
Em vez de tentar resolver todos os cenários ao mesmo tempo, organizei a experiência em torno das decisões mais importantes:
- 01Entender a carteira
- →02Criar a solicitação
- →03Acompanhar a análise
- →04Resolver exceções
- →05Continuar o relacionamento com o cliente
Essa estrutura definiu a arquitetura do produto e ajudou a separar o que precisava aparecer imediatamente do que poderia ser revelado conforme o processo avançava.

04Solicitação
As regras aparecem quando passam a importar.
Solicitações de crédito poderiam facilmente se transformar em formulários longos.
Estruturei o fluxo em quatro etapas:
- 01Cliente
- →02Crédito
- →03Documentação
- →04Revisão
A interface reage ao que foi preenchido e apresenta novas exigências somente quando elas se tornam necessárias.
Assim, o usuário não precisa conhecer todas as regras antes de começar.

05Acompanhamento
O processamento deixou de ser uma caixa preta.
Parte da decisão acontece fora do produto, mas isso não significa que o usuário precise ficar sem contexto.
Transformei o processamento em uma timeline que mostra cada etapa da análise, sua origem, horário e estado.
Mesmo antes da conclusão, a operação consegue entender onde a solicitação está e o que já aconteceu.

06Exceções
Pendência virou próxima ação.
Durante o discovery, ficou claro que exceções seriam parte normal da operação.
Em vez de tratá-las apenas como erros, organizei uma fila por tipo de problema:
- 01Documentação
- →02Histórico
- →03Dados
- →04Técnico
Cada caso apresenta contexto e uma ação correspondente.
- 01Resolver.
- →02Corrigir.
- →03Enviar.
- →04Reprocessar.
Ao abrir uma pendência, o produto explica o problema e permite resolvê-lo sem perder o contexto da análise.

07Solução
A operação passou a funcionar como um ciclo.
A Carteira de crédito fecha essa lógica.
Limite total, consumido, reservado, disponível, clientes e análises deixam de existir como informações isoladas.
A operação consegue entender o estado atual da carteira e partir dali para uma nova decisão.
- 01Contexto
- →02Solicitação
- →03Análise
- →04Exceção
- →05Continuidade

Resultado
Complexidade no sistema. Clareza para quem opera.
Meu principal trabalho no Credence não foi simplificar as regras de crédito. Foi decidir quando cada informação precisava aparecer, qual ação deveria estar disponível e como manter o usuário orientado mesmo quando o processo saía do caminho ideal.
O projeto reforçou minha forma de trabalhar produtos B2B complexos: entender primeiro a operação, identificar onde a experiência quebra e usar a interface para transformar regras, estados e exceções em decisões mais claras.
Um processo complexo não precisa parecer complexo para quem o utiliza.
