Telas do Stark Analytics: minha estratégia, resultados e modelagem

Case

Stark Analytics

Uma experiência para transformar dados de marketing em decisões.

Estruturei uma plataforma analítica que conecta estratégia, distribuição de investimento, recomendações, modelagem e resultados em uma jornada mais clara para tomada de decisão.

Papel
UX/UI Designer e Product Designer
Responsabilidade
Experiência do produto, arquitetura de informação, fluxos e interface
Contexto
Plataforma analítica de marketing

01Abertura

Dados não eram o destino. A decisão era.

Dashboards conseguem mostrar muitos números e ainda assim deixar a principal pergunta sem resposta: o que fazer agora?

Stark Analytics nasceu da exploração desse problema. O objetivo era organizar diferentes momentos da análise de marketing em uma experiência que ajudasse o usuário a entender sua estratégia, explorar possibilidades e chegar a decisões com mais contexto.

Minha atuação passou pela estruturação da experiência, arquitetura de informação, fluxos e interface, com foco em tornar uma experiência analítica complexa mais clara para quem precisava tomar decisões.

Visão geral do ecossistema Stark Analytics com planejamento, modelagem, investimento, geografia de resultados e análise em vídeo
As áreas do produto e como elas se ligam: estratégia, alocação de investimento e análise de performance

02O problema

O problema não era falta de informação. Era transformar informação em direção.

Decisões de marketing envolvem orçamento, canais, períodos, distribuição de investimento, modelagem e comparação de resultados.

Quando essas informações aparecem desconectadas, o usuário precisa interpretar o sistema antes de interpretar o próprio negócio.

O desafio foi pensar em uma experiência capaz de reduzir essa distância e organizar a análise em uma sequência mais próxima do raciocínio de quem precisa decidir.

03Para quem eu estava desenhando

Decisões complexas precisam de contexto.

O produto foi pensado para profissionais responsáveis por analisar investimentos e desempenho de marketing.

Essas pessoas não precisam apenas visualizar métricas. Elas precisam entender como o investimento está distribuído, identificar oportunidades, testar alternativas e comparar cenários antes de tomar uma decisão.

  • Entender rapidamente a estratégia atual
  • Visualizar onde o investimento está concentrado
  • Comparar canais e períodos
  • Receber análises em um contexto acionável
  • Experimentar alternativas antes de alterar uma estratégia
  • Avaliar resultados sem perder a relação com as decisões anteriores

As necessidades acima vieram do entendimento do domínio e das decisões que o produto precisava sustentar, não de pesquisa formal com usuários.

04Estruturando a experiência

Comecei pela decisão, não pelo dashboard.

Antes de pensar na aparência dos gráficos, organizei a experiência em torno das perguntas que o produto precisava ajudar a responder.

  1. Qual é a minha estratégia?
  2. Como o investimento está distribuído?
  3. O que os dados estão indicando?
  4. Existe uma alternativa melhor?
  5. O que acontece se eu testar outro cenário?
  6. Como os resultados se comparam?

Essa lógica passou a orientar a arquitetura do produto e a relação entre as principais áreas.

Áreas da Stark Analytics que conectam estratégia, planejamento, investimento, resultados, análise e mídia offline
As diferentes áreas e perguntas que estruturam a experiência

05Estratégia e distribuição

Transformar orçamento em uma visão compreensível da estratégia.

A área de estratégia concentra as decisões que estruturam o investimento.

A interface precisava permitir que o usuário entendesse não apenas valores isolados, mas como orçamento, canais, períodos e distribuição se relacionavam dentro do planejamento.

Por isso organizei a experiência para revelar essas informações progressivamente, mantendo contexto entre uma escolha e a próxima.

Mídia offline em duas telas: evolução do investimento ao longo dos meses e distribuição entre TV Paga, TV Aberta, mídia OOH e revista
Evolução e distribuição do investimento offline: o mesmo orçamento lido por período e por canal

06Análise que leva a uma ação

Um insight só gera valor quando ajuda a decidir o próximo passo.

Mostrar resultados não era suficiente. A experiência também precisava aproximar análise e ação.

As recomendações foram tratadas como parte da jornada, ajudando o usuário a interpretar oportunidades sem transformar a plataforma em uma sequência de alertas ou informações desconectadas.

Telas de comparação de resultados, análise da jornada, recomendações e KPIs da Stark Analytics
Análises, resultados, jornada e recomendações aproximam leitura e próxima ação

07Testar antes de decidir

Antes de alterar a estratégia, o usuário pode explorar uma hipótese.

Uma das decisões mais importantes do projeto foi transformar recomendações em possibilidades de exploração.

O fluxo de teste cria uma ponte entre observar um dado e experimentar uma nova configuração. Isso mantém a análise conectada à tomada de decisão e reduz a sensação de que o dashboard termina quando o gráfico aparece.

Telas de recomendação, análise, exploração de investimento, resultados e planejamento antes da decisão
Recomendação, análise e exploração conectadas antes da decisão

08Modelagem

A complexidade pode existir no sistema sem dominar a interface.

Modelagem é uma parte importante da experiência, mas não deveria exigir que o usuário pensasse como o modelo.

A interface foi estruturada para preservar a profundidade analítica do produto enquanto apresentava apenas as informações necessárias para compreender o cenário e continuar a jornada.

Modeling: canais de investimento e sub canais ligados aos resultados chave por linhas de relação
Canais, sub canais e resultados chave em uma leitura da esquerda para a direita

09Resultados

Resultados precisam permitir comparação, não apenas leitura.

A etapa de resultados fecha o ciclo iniciado na estratégia.

Filtros, diferentes visualizações e comparações permitem investigar o desempenho mantendo a relação com os cenários analisados anteriormente.

O objetivo foi evitar uma visão estática de relatório e criar uma experiência que incentivasse interpretação.

Telas de resultados da Stark Analytics com KPIs, comparação, análise da jornada, recomendações e desempenho por canal
KPIs, filtros por canal e comparação: o resultado continua ligado ao cenário que o gerou

10Style Guide

Consistência para sustentar uma experiência densa.

Como o produto reúne uma grande quantidade de informação, consistência visual se tornou parte da usabilidade.

Defini uma linguagem visual baseada em cores, tipografia, hierarquia e aplicações que ajudasse a manter a experiência coerente entre diferentes áreas do produto.

O Style Guide serviu como referência para preservar essa identidade ao longo das interfaces.

Style Guide da Stark Analytics com cores, tipografia Poppins, escala tipográfica e aplicações da linguagem visual
Cores, tipografia e aplicações que estruturaram a linguagem visual da Stark Analytics.

11Resultado

De um conjunto de dados para uma experiência de decisão.

Stark Analytics consolidou estratégia, distribuição de investimento, análise, experimentação, modelagem e resultados dentro de uma mesma lógica de produto.

O principal resultado do projeto foi transformar uma experiência potencialmente técnica e fragmentada em uma jornada mais compreensível, onde cada etapa prepara o usuário para a próxima decisão.

Este projeto consolidou uma ideia que continuo levando para sistemas complexos: informação só se torna útil quando existe uma relação clara entre contexto, decisão e ação.

Foi também um dos projetos em que comecei a aprofundar minha forma de trabalhar produtos analíticos, equilibrando densidade de informação, hierarquia visual e clareza de navegação.

O melhor dashboard não é o que mostra mais dados.

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